Sangue Sábio (Flannery O’Connor)

Wise-Blood-cover

A todos os que acreditam ter o pleno controle de suas vidas e àqueles que se dizem livres simplesmente porque a Constituição da República assim o diz recomenda-se a leitura atenta e urgente do livro Wise Blood (1952), da escritora norte-americana Flannery O’Connor.

Trata-se da história de um cristão malgré lui, de alguém cuja integridade, nas palavras da própria escritora, não está naquilo de que ele é capaz, mas sim naquilo de que ele não consegue escapar: a sua própria conversão e santificação.

A santificação apesar de si mesmo, é verdade, é uma ideia nada ortodoxa para uma escritora católica — ainda que o personagem principal, Hazel Motes, tenha se transformado em um ‘santo protestante’. Mas aí está a obra, aberta às múltiplas interpretações. Em uma delas, não descarto, a narrativa pode bem ser uma crítica sutil da autora à doutrina protestante da predestinação.

Eis os comentários que fiz sobre a leitura do livro:

E, por fim, um texto que traduzi do The Guardian, escrito por Sam Jordison e publicado em 12.12.2012.

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