Escaravelho do Diabo, duas pequenas curiosidades

Em face da notícia recente de que deve estrear em breve um filme adaptado de O Escaravelho do Diabo, de Lúcia Machado de Almeida, sinto-me impulsionado a compartilhar duas aquisições. Eu costumo definir a minha geração de leitores como pré-Harry Potter, eis que os livros do bruxo, leitura hoje quase obrigatória para crianças e jovens, somente surgiram quando já éramos adultos. O que líamos, então? É difícil falar por todos, mas acredito que muita literatura infanto-juvenil made in Brasil. Entre elas, nenhuma mais do que a Série Vaga-Lume. Como revisitar a juventude é passatempo universal, ao longo dos anos, pude comprar em sebos, físicos ou virtuais, uma ou outra coisa interessante relacionada à Vaga-Lume. Entre o que me chamava a atenção, estavam edições dos livros da série antes que fossem os livros da série e exemplares autografados.

Foi assim que me alegrei com a descoberta, em uma visita a um sebo de Belo Horizonte, que O Escaravelho do Diabo não surgiu com a Série Vaga-Lume, mas teve uma edição anterior, de 1955, pela O Cruzeiro. Enquanto escrevo, faço uma breve procura pela internet e não acho outro exemplar, o que me leva a crer que fiz bem em comprar sem muita reflexão:

O Escaravelho do Diabo, 1ª edição, O Cruzeiro

 

Nem só de visitas a livrarias física vive hoje o amante das velharias e, quando, em um sebo virtual, encontrei e comprei dois livros da Vaga-Lume autografados pela Lúcia Machado de Almeida, fui presenteado com  outra revelação: de que O Escaravelho do Diabo não era muito apreciado pela própria autora, como pode ser visto da dedicatória: “Para Jacques, este livrinho do qual todos gostam… menos eu…Lúcia, dezembro de 1975“.

Não foi esta a única vez que, adquirindo um livro autografado de Lúcia Machado de Almeida, recebi um presente inesperado, mas, como isso não tem a ver com O Escaravelho do Diabo, deixo esse causo para outro texto. Para os eventuais curiosos, o outro livro que adquiri naquela oportunidade junto com O Escaravelho do Diabo, e autografado para a mesma pessoa, foi o Spharion, história que penso daria uma adaptação para filme ainda mais interessante:

 

P.S.: Após esse post, continuei a jornada pela Vaga-Lume e pelos livros da Lúcia Machado de Almeida com as versões iniciais de O Caso da Borboleta Atíria (aqui).

 

 

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